Muitos investidores começam na bolsa com ações, mas o universo da renda variável é vasto e repleto de oportunidades.
Diversificar sua carteira pode ser a chave para retornos consistentes a longo prazo.
Neste artigo, exploramos ativos que vão além das tradicionais ações, oferecendo novas formas de construir patrimônio.
A renda variável engloba investimentos cujos retornos não são previsíveis, pois dependem das oscilações do mercado.
Isso inclui não só ações, mas também fundos imobiliários, ETFs, BDRs e muito mais.
O Que É Renda Variável e Por Que Diversificar?
A renda variável é caracterizada por seu potencial de retorno superior em comparação com a renda fixa.
No entanto, ela vem com maior volatilidade e risco.
Por isso, olhar além das ações é essencial para uma estratégia de investimento robusta.
Diversificar reduz a exposição a riscos específicos de um único ativo ou setor.
Ativos de renda variável além das ações incluem:
- Fundos Imobiliários (FIIs)
- ETFs (Fundos de Índice)
- BDRs (Brazilian Depositary Receipts)
- Fundos de investimento de renda variável
- Derivativos como opções e futuros
- Câmbio e fundos cambiais
- Criptomoedas e criptoativos
Cada um desses ativos tem características únicas que podem complementar sua carteira.
Fundos Imobiliários (FIIs)
FIIs são fundos que investem em ativos do mercado imobiliário, como imóveis físicos ou títulos de crédito.
Suas cotas são negociadas na bolsa, oferecendo liquidez e acesso facilitado.
Tipos de FIIs:
- Tijolo: focado em imóveis físicos, como shoppings e galpões.
- Papel: investe em recebíveis imobiliários como CRIs.
- Híbridos ou FoFs: combinam diferentes estratégias, incluindo outros FIIs.
FIIs proporcionam renda passiva através de distribuições mensais de aluguéis ou juros.
Isso os torna atraentes para investidores que buscam fluxo de caixa regular.
Riscos incluem vacância de imóveis e variações nas taxas de juros.
Na tributação, os rendimentos são frequentemente isentos de imposto de renda para pessoa física.
No entanto, ganhos de capital na venda de cotas têm alíquota de 20%.
ETFs (Fundos de Índice)
ETFs são fundos que replicam o desempenho de índices de mercado, como o Ibovespa ou S&P 500.
São considerados investimentos passivos, com o objetivo de acompanhar o índice.
Benefícios dos ETFs:
- Diversificação instantânea com uma única aplicação.
- Custos de gestão geralmente baixos.
- Acesso a mercados internacionais e setores específicos.
ETFs permitem exposição a criptomoedas e outros ativos através de índices.
O risco está diretamente ligado ao índice subjacente.
Se o índice cair, o valor do ETF também cai.
Na tributação, ganhos de capital na venda são tributados em 15%, sem isenções.
BDRs (Brazilian Depositary Receipts)
BDRs são certificados que representam ações de empresas estrangeiras, negociados na B3.
Eles oferecem exposição a empresas globais como Apple e Tesla.
Vantagens dos BDRs:
- Diversificação geográfica sem abrir conta no exterior.
- Acesso a setores pouco representados no Brasil, como tecnologia.
Riscos incluem o desempenho da empresa estrangeira e flutuações cambiais.
A variação do dólar pode impactar positivamente ou negativamente os retornos.
Na tributação, operações de swing trade têm alíquota de 15%, e day trade, 20%.
Não há isenção para vendas abaixo de R$ 20 mil mensais.
Fundos de Investimento de Renda Variável
Esses fundos incluem fundos de ações e multimercados, geridos por profissionais.
Eles oferecem gestão especializada e flexibilidade na alocação de ativos.
Tipos comuns:
- Fundos de ações: investem no mínimo 67% do patrimônio em ações.
- Fundos multimercados: podem alocar em diversos ativos, incluindo derivativos.
Riscos variam conforme a estratégia do gestor e o perfil do fundo.
Na tributação, aplica-se o come-cotas e imposto de renda sobre resgates.
Isso pode afetar a liquidez e os retornos líquidos.
Outros Ativos: Derivativos, Câmbio e Criptomoedas
Derivativos, como opções e contratos futuros, são instrumentos complexos para investidores experientes.
Eles podem ser usados para hedge ou especulação, com alto risco e potencial.
Câmbio envolve investir em moedas estrangeiras, seja diretamente ou via fundos cambiais.
Criptomoedas, como Bitcoin e Ethereum, são ativos digitais com volatilidade extrema.
Lista de considerações para esses ativos:
- Derivativos: exigem conhecimento avançado e tolerância a perdas.
- Câmbio: influenciado por fatores econômicos globais.
- Criptomoedas: oferecem crescimento rápido, mas com incertezas regulatórias.
Cada ativo requer estudo cuidadoso antes do investimento.
Comparação e Integração na Carteira
Para ajudar na decisão, a tabela abaixo resume os principais aspectos:
Integrar esses ativos pode proteger contra volatilidades setoriais.
Por exemplo, FIIs oferecem renda passiva, enquanto ETFs proporcionam diversificação global.
BDRs permitem acessar crescimento internacional, complementando ações brasileiras.
Fundos de investimento trazem expertise profissional, útil para quem não tem tempo para análises.
Derivativos e criptomoedas devem ser abordados com cautela, mas podem agregar em carteiras arrojadas.
A chave é balancear os ativos conforme seu perfil de risco e objetivos financeiros.
Comece com pequenas alocações e aumente gradualmente conforme ganha confiança.
Lembre-se de que a educação financeira contínua é essencial para o sucesso.
Consultar um advisor pode ajudar a personalizar sua estratégia.
Ao explorar além das ações, você descobre um mundo de possibilidades para enriquecer seu patrimônio.
Invista com sabedoria e paciência, focando no longo prazo.
Referências
- https://www.cordierinvestimentos.com.br/blog/tipos-de-investimento-em-renda-variavel/
- https://blog.toroinvestimentos.com.br/bolsa/renda-variavel/
- https://www.infomoney.com.br/guias/renda-variavel/
- https://borainvestir.b3.com.br/tipos-de-investimentos/renda-variavel/
- https://warren.com.br/magazine/introducao-aos-principais-tipos-de-investimentos/
- https://www.c6bank.com.br/blog/entenda-o-que-sao-classes-de-ativos
- https://www.youtube.com/watch?v=uJylLHwI1_I
- https://blog.nubank.com.br/tipos-de-investimentos/
- https://content.btgpactual.com/blog/renda-variavel/guia-completo-para-investir-em-renda-variavel







